segunda-feira, 23 de julho de 2012

Receitas


RECEITAS

Omelete com Queijo Roquefort



INGREDIENTES
8 Ovos
200gr de queijo roquefort
1 colher de azeite
1 colher de natas
Pimenta
Sal
Noz Moscada
MODO DE PREPARAÇÃO
Desfaça metade do queijo com as mãos e leve a outra metade ao micro-ondas para amolecer.
Bata os ovos com um pouco de sal, pimenta e noz moscada.
Junte uma colher de sopa de natas e por fim o queijo que amoleceu no micro-ondas.
Leve o azeite ao lume num tacho próprio para tortilhas ou numa frigideira antiaderente. Deite o preparado e quando estiver no ponto certo (depende do seu gosto deixar a omelete mais ou menos húmida) dobre-a ao meio, estilo francesa.
Coloque num prato com o resto do queijo por cima e sirva de imediato.
Pode acompanhar com uma salada verde.

Nota: Se não gostar de queijo roquefort, que tem um sabor forte, substitua por outro queijo da sua preferência.






MACARRÃO DE QUEIJO GORGONZOLA
·         

ingredientes

·         1 pacote de macarrão ‘penne’

·         200g queijo gorgonzola

·         2 caixas de creme de leite

·         1 colher de margarina

·         Sal e tempero a gosto

modo de preparo

Em uma panela coloque a água para ferver com uma pitada de azeite e sal a gosto, o macarrão precisa ser cozido e ficar no ponto de al dente (quando a massa está cozida, firme, mas não está macia demais). Triture o queijo gorgonzola em pedaços pequenos para que fique mais fácil de ser derretido. Em outra panela no fogo baixo, derreta a margarina e acrescente o queijo para derreter, fique sempre misturando para que o queijo não grude na panela. Quando estiver bem derretido, acrescente o creme de leite aos poucos, misturando sempre. Para dar um sabor especial, acrescente pitadas de temperos de sua preferência (orégano, cebolinha picada, cuminho etc).

Após o macarrão estar no ponto, escorra e espalhe em uma refratário, e misture bem com o molho de queijo gorgonzola. E bom apetite!


terça-feira, 3 de julho de 2012

Cinco queijos especiais


Cinco queijos especiais

ROQUEFORT



Roquefort é o nome de uma variedade de queijo, originalmente francês, produzido com leite de ovelhas.
Esta variedade apresenta massa de consistência cremosa e esfarelada, com casca úmida e sabor acentuado e picante.
No seu fabrico, assim como no das variedades Gorgonzola e Camembert, são injetados fungos (bolores) na massa, neste caso os do tipo Penicillium, que passa, a seguir, por um processo de maturação de três meses.
São estes fungos que desenvolvem no Roquefort a aparência característica com veios verde-azulados, que lhe dão o sabor especial.
                                                              GORGONZOLA
                                                           

gorgonzola é uma variedade de queijo azul fabricado com leite de vaca ou cabra, originário da localidade de Gorgonzola, nos arredores de Milão, na Itália.
A sua massa é cremosa, tem um sabor agradável e um aroma relativamente intenso.
Neste queijo, assim como em todos os queijos azuis, no processo de maturação, são injetados fungos, que fazem com que tenha veias verde-azuladas e que lhe dão um sabor especial. Neste caso, injeta-se o Penicillium.
Na fabricação industrial atualmente usa-se o processo HTST ("High Temperature Short Time") para pasteurizá-lo. Outro método de pasteurizaçãoé o ejetor de vapor.

Valores nutricionais

(valores médios por 100 g.)
  • Energia 330 kcal/KJ 1375
  • Proteína 19 gr.
  • Carboidratos 0,1 gr
  • Lipídios 26 gr.
  • Fósforo 360 mg.
  • Cálcio 420 mg.
  • Vitaminas A, B1, B2, B6,B7,B8,B9,B10, B12, PP.


                                                                          BRIE



De origem francesa, o queijo Brie é fabricado no Brasil, com a mesma tecnologia do queijo Camembert, ficando as diferenças mais por conta do formato do que das propriedades organolépticas. 

É um queijo de massa macia e quebradiça, maturado externamente por fungos do gênero Penicillium , que lhe confere sua característica casca branca ou acinzentada,  aveludada. Por isso também é conhecido como queijo de mofo branco.

Em geral, produzidos em processos manuais, a partir de pequenas quantidades de leite, apresentam-se normalmente em forma de triângulos elaborados a partir de formas cilíndricas. 
                                                                  CAMEMBERT


Camembert  é o nome de uma variedade de queijo, de pasta mole, originalmente da região da Normandia, no Noroeste da França. Tem alguma semelhança com o Brie, do qual deriva.
História
Afirma-se que, à época da Revolução Francesa, um certo dia, a família de Marie Harel, que habitava na Normandia, deu abrigo a um padre que estava sendo perseguido. Esse religioso vinha da região de Brie e, como forma de agradecimento aos seus anfitriões pela acolhida e proteção, transmitiu-lhes todo o seu conhecimento sobre a fabricação de queijos.
Surgiu dessa forma, através de uma adaptação da técnica da fabricação do brie, uma nova variedade de queijo, feita da massa mole que não era cozida e nem espremida. Essa nova variedade era mais macia, com um aroma mais delicado e um sabor agradável, levemente terroso.
Com a inauguração da estrada de ferro para Paris, em 1855, essa variedade de queijo ultrapassou as fronteiras da Normandia, alcançando a mesa das monarquias européias e, delas, a de consumidores de todo o mundo.
Outras histórias retratam o queijo camembert como personagem direto na revolução francesa, posto que os fabricantes, geralmente nobres, foram perseguidos e os jacobinos tratavam o queijo como uma iguaria clandestina. A fabricação, então, foi reduzida a poucos pontos da região de Brie, aumentando sua fama e requintando seu sabor.
Descrição
Queijo de pasta mole, produzido com leite de vaca, apresenta-se com uma fina crosta de bolor penicillium branco, que se torna impregnada de pigmentos vermelhos, castanhos e amarelos à medida que matura.
O queijo jovem, com cerca de 30 dias de fabricação, apresenta um sabor suave, ligeiramente acidulado, com um "coração" (centro da massa) de textura pouco firme, que se modifica à medida que se aproxima da crosta.
Passados cerca de 45 dias de fabricado, o queijo alcança uma maturidade e uma personalidade, com sabor e aroma mais pronunciados, adquirindo uma textura fina e fundente.
Forma de degustação
Para a adequada degustação deste queijo, deve-se retirá-lo da geladeira com antecedência de uma hora. Adquirida a temperatura ambiente, deve ser cortado ao meio e, em seguida, ser fatiado, sempre do centro para a extremidade. Obtém-se, deste modo, um equilíbrio ideal entre crosta e massa em cada fatia.
Para acompanhá-lo sugerem-se vinhos tintos leves, pouco tânicos (ex.: Côte du Rhône), ou mais frutados (ex.: Bordeaux ou Beaujolais).
                                                                
                                                                  STILTON



Stilton é um queijo azul originário da Inglaterra, especialmente dos condados de Derbyshire, Leicestershire e Nottinghamshire.
De cor azulada, é feito com leite de vaca, ao qual se adiciona o fungo Penicillium glauco, e usualmente harmonizado com vinho do porto.

HISTORIA DO QUEIJO ROQUEFORT
Roquefort: queijo simbólico da culinária francesa
Originário da Gália romana, o Roquefort foi se aprimorando através dos séculos, transformando-senum dos exemplos mais típicos
de um requintado bom gosto no comer
Nelson Ribeiro Fragelli
Enviado especial
França
Paris –– Com a história do célebre queijo Roquefort pretendo narrar o que o espírito francês chama, de modo cavalheiresco, a aventura do Roquefort.
Foi casualmente que, numa viagem ao Sul da França, hospedei-me ao lado de antigaCommanderie -- caserna de uma Ordem medieval -- na árida região do Larzac. Trata-se daCommanderie de Santa Eulália : muralhas, torres, e uma igreja, recolhida e sóbria, como a vida dos religiosos cavaleiros daquela época.
A região é pontilhada de Commanderies: a poucos quilômetros está a de La Cavalerie. Mais além a de La Couvertoirade, primor de cidadela medieval.
A epopéia do Roquefort
Nas cercanias, incrustada na rocha, encontra-se a pequena cidade de Roquefort-sur-Soulzon. Tive a curiosidade atraída por ela.
O famoso queijo Roquefort que ali se faz é o resultado de uma feliz conjugação entre as ovelhas do Larzac, as ervas que só vicejam naqueles campos e um acidente geológico ocorrido antes de Cristo, no enorme rochedo de Combalou.
Outrora majestoso, o Combalou, lentamente erodido por olhos d'água, um dia ruiu fragorosamente. Imensos blocos, caindo uns sobre os outros, formaram grutas, algumas enormes. Quando o vento bate nas ruínas do Combalou e penetra pelos vãos das pedras, atinge as grutas muito úmidas, favorecendo assim o aparecimento de uma flora, desconhecida na aridez do Larzac.
Certo dia, nos remotos tempos da dominação romana, um pastor, fatigado da ordenha, castigado pelo sol, recolheu-se em uma das grutas do Combalou. A atmosfera era fresca, corria ali um pouco d'água. Numa pedra depositou seu balde de leite e sobre outra apoiou-se preguiçosamente.
Repousado, resolveu explorar um labirinto - um daqueles vãos por onde corre ar. Surpreso, encontrou outras grutas, muito maiores, de um odor e de um frescor arrebatadores. E nelas se perdeu. Não soube reencontrar seu balde, o que não o incomodou tanto, pois sua descoberta bem valia o leite perdido. Não foi difícil encontrar outra saída para casa.
Dias depois encontrou seu leite. Evidentemente estava coalhado. Mas, sobre ele o vento dos túneis depositara folículos e polens retirados àquela flora rústica. O conjunto fermentara e o produto era um queijo de agradável sabor, até então desconhecido. Provado, ele fez saltar de contentamento as papilas inadvertidas do nosso pastor.
Tinha nascido o Roquefort. As grutas pouco a pouco se transformaram em centros de produção da nova descoberta.
Pelo Larzac, uma encruzilhada de caminhos Norte-Sul, na então Gália, passavam mercadorias destinadas ao poderoso Império Romano. Essa rota comercial favoreceu a expansão do novo queijo. Gregos e ibéricos o importavam. Plinio o Velho faz menção, em sua História Natural, de um queijo do Larzac que chegava a Roma pelo porto de sstia. Os primeiros séculos do cristianismo assinalam, na mesma região, um queijo "produzido em abundância, que sacia camponeses, encontrando-se também à mesa requintada de senhores". Tudo leva a crer que fosse o Roquefort.
Carlos Magno, grande civilizador de povos, desejava que os conventos por ele fundados em toda a Europa dessem, não só santos e educadores, mas também administradores e agrônomos.Cada mosteiro era antes de tudo um lugar de oração, mas também um centro civilizador, intelectual e agrícola. Assim é que atualmente cerca de 40% das cidades francesas são de origem monástica.
Segundo uma tradição cara ao Roquefort, o Imperador Carlos recebia todos os anos, no Natal, em seu palácio de Aix-la-Chapelle, um carregamento de queijo portado em lombo de mula.
Ordens monásticas e militares, cistercienses, cavaleiros de Malta, o Templo em particular, ali estabelecidas para defesa da região contra os assaltos muçulmanos, reconheceram o alto valor do Roquefort. Aprimoraram técnicas de utilização do solo e trato de ovelhas, sistematizaram a produção.






















Fungos comestíveis: no Brasil, a primeira espécie cultivada foi o champignon de Paris (Agaricus bisporus). Mas atualmente também são cultivados o caetetuba ou cogumelo gigante (Pleurotus ostreatus) e o shiitake (Lentinus eodes). Existem também fungos fermentadores, graças aos quais se tem o pão, o vinho e a cerveja. 


Receitas com cogumelos 



Lasanha shiitake
• 450 g de massa de lasanha
• 300 g de shiitake Cogumelo Online®
• 250 g de carne moída
• 200 g de polpa de tomate
• 100 g de presunto
• 100 g de manteiga
• Queijo parmesão ralado, sal e pimenta a gosto
1. Refogar a cebola em 15 g de manteiga.
2. Juntar os cogumelos Shiitake fatiados, a carne moída e a polpa de tomate.
3. Adicionar sal e pimenta a gosto e um pouco de água.
4. Deixar cozinhar e reservar.
5. Em um pirex untado com manteiga, colocar camadas sucessivas de massa, molho de carne com cogumelos Shiitake, presunto fatiado, queijo parmesão e manteiga.
6. Terminar com o molho, cobrir com queijo parmesão e levar ao forno para gratinar.



                 Pastel de Champignon


• 250g de champignon Cogumelo Online®
• 1 cebola grande
• 1 colher de óleo
• 200g de broto de bambu pré-cozido *
• ½ xícara de molho Shoyu
• 1 colher de farinha de trigo
• gengibre ralado
• cheiro verde picado

Para a massa:• 2 xicaras da farinha de trigo
• 150g de manteiga
• 1 gema
• 3 colheres de água
• 2 colherinhas de sal
1. Cortar o cogumelo em tiras.
2. Fritar a cebola, juntar o broto de bambu, o cogumelo e o resto dos temperos.
3. Cozinhar por 15 minutos em fogo brando, engrossar com a farinha de trigo dissolvida em água fria.
4. Deixar esfriar.

Obs.:* O recheio também fica muito saboroso, quando o broto de bambu é substituído por ervilhas frescas, ervilha torta, alho porro ou repolho. Estes devem ser refogados antes de juntar o cogumelo ! Mude os temperos e acrescente alecrim, um pouco de vinho branco, substitua o Shoyu por caldo de carne, enriqueça o molho com creme de leite ..... use sua criatividade e bom apetite!

Para a massa:1. Em uma mesa deita-se a farinha, a margarina em pedaços, no centro fazer uma covinha para deitar a gema, água e sal.
2. Comece trabalhando do centro para fora misturando e amassando os ingredientes rapidamente.
3. Dobrar 3 vezes, abrir com rolo, dobrar novamente em forma de tijolo e deixar descansar por meia hora na geladeira.
4. Preparar uma assadeira redonda, abrir com rolo de macarrão 2/3 da massa e forrar a forma, deixando 3cm de borda.
5. Colocar o recheio e tampar com o restante da massa, abrindo-a com o rolo.
6. Furar algumas vezes com garfo e assar por 40 minutos. 7. Pincelar com gema alguns minutos antes de tirar do forno.



Imagens



fontes:





segunda-feira, 2 de julho de 2012

Fungos



O que são fungos?
     Na natureza há diferentes tipos de fungos. Podemos dizer que eles são uma forma de vida bastante simples. Com relação às diferenças, existem aqueles que são extremamente prejudicais para a saúde do homem, causando inúmeras enfermidades e até intoxicação. Encontramos também os que parasitam vegetais mortos e cadáveres de animais em decomposição. Temos também os que são utilizados para alimento e até aqueles dos quais se pode extrair substâncias para a elaboração de medicamentos, como, por exemplo, a penicilina. 

Informações sobre os fungos 
     Durante muitos anos, os fungos foram considerados como vegetais, porém, a partir de 1969, passaram a ser classificados em um reino à parte. Por apresentarem características próprias, tais como: não sintetizar clorofila, não possuir celulose na sua parede celular (exceto alguns fungos aquáticos), e não armazenar amido como substância de reserva,  eles foram diferenciados das plantas.


   Os fungos são seres vivos eucarióticos, com um só núcleo. Estão incluídos neste grupo organismos de dimensões consideráveis, como os cogumelos, mas também muitas formas microscópicas, como bolores e leveduras. Diversos tipos agem em seres humanos causando várias doenças como, por exemplo, micoses.



   Outro tipo importante de fungo é o mofo, que surge através dos espórios, células quase microscópicas que encontramos flutuando no ar. Os espórios preferem locais escuros e úmidos para realizar a reprodução. Em função desta característica, nota-se uma maior quantidade de mofo em ambientes úmidos, como paredes, gavetas, armários, etc. Estas mesmas células minúsculas também se agrupam em pães, frutas e vegetais, pois buscam alimentos em ambientes propícios para o seu desenvolvimento. 



   Os diversos tipos de micoses que conhecemos são originadas por microfungos, atingindo os seres humanos com maior freqüência nos países tropicais (clima úmido e quente), como no Brasil, por exemplo. Na maior parte das vezes, o tratamento para este mal é complicado por tratar-se de uma forma de vida daninha e oportunista. Mas há pesquisas avançadas e trabalhos importantes a respeito deste assunto. Muitos medicamentos estão sendo desenvolvidos com o objetivo de livrar o ser humano desta companhia desagradável e prejudicial.



Curiosidade:


     Os fungos são encontrados no solo, na água, nos vegetais, em animais, no homem e em detritos em geral. O vento age como importante condutor espalhando seus propágulos e fragmentos de hifa.                      


Características:

   Os fungos, também conhecidos como bolores, são organismos eucariontes (com células nucleadas), existindo espécies unicelulares e pluricelulares, respectivamente: as leveduras e os cogumelos, cujas células são impregnadas externamente por quitina, um polissacarídeo nitrogenado.

    Esses seres são heterotróficos (não sintetizam o próprio alimento), incorporando os nutrientes necessários ao seu metabolismo através da absorção de substâncias após digestão extracorpórea (sapróbios), realizada por enzimas sintetizadas e secretadas sobre a matéria orgânica contida no ambiente.
   Os fungos pluricelulares apresentam estrutura formada por uma malha filamentosa chamada de hifas, agrupadas formando um pseudo tecido denominado micélio, caracterizado conforme sua distinção citoplasmática em:


Hifas septadas – cujas células são individualizadas, cada uma contendo o seu núcleo;
Hifas cenocíticas – com aparência anastomosada (concisa), formada por um citoplasma estendido e polinucleado.

    O micélio assume tanto a função vegetativa, quanto reprodutiva. A primeira conferindo sustentação, crescimento e obtenção de alimentos, e a segunda, responsável pela produção de esporos (reprodução sexuada), porém podendo ocorrer de forma assexuada, seja por brotamento ou fragmentação.

   A respiração dos fungos pode ser aeróbia (na presença de oxigênio) ou anaeróbia facultativa, sobrevivendo em ambientes com baixa oxigenação.
Sistematicamente os fungos são classificados em: Zigomicetos, Basidiomicetos, Ascomicetos e Deuteromicetos.


Termos diferentes de fungos
Impigem

    As micoses superficiais são doenças que acometem a pele, causadas pela ação dos fungos, que utilizam a camada mais superficial da pele como alimento.
     Há diversos tipos de micose causados por grupos diferentes de fungos.
    O problema, que se propaga com rapidez, pode aparecer em locais variados, como braços, virilha, pés e mucosas.
    Os tipos mais comuns de fungos causadores de micose estão presentes na própria pele dos seres humanos ou então em animais como gatos e cachorros.
    A existência natural dos fungos na pele não significa que todas as pessoas terão micose.
    Para que a doença acometa as pessoas, são necessários alguns fatores, como uma queda no sistema de defesa do organismo.
      Com isso, o fungo penetra na pele e, encontrando condições ideais, se desenvolve.
     A umidade, o calor e lesões na pele são algumas características que agradam esses agentes patogênicos, facilitando sua proliferação.

Nomes Populares
     É comum que a micose tenha denominações específicas, conforme a área que atinge.
Entre os dedos do pé, por exemplo, a micose é chamada de "frieira".
  Sua ocorrência neste local é frequente em pessoas que não enxugam os pés adequadamente ou que usam sapatos fechados por longos períodos.
     A dificuldade na absorção do suor deixa os pés úmidos.
     O calor mantido dentro do sapato associado à umidade favorece a ação dos fungos.
    Outro tipo comum de manifestação da micose, cientificamente chamada de tinha, é a que ocorre na pele, em diversas regiões do corpo, sobretudo na virilha, nas mãos e na face.
     Nestas áreas, surgem manchas avermelhadas, de tamanhos variados, que têm a borda nítida e parecem descamar.
     No couro cabeludo, a micose é conhecida popularmente como "pelada".
     Nesta região, a doença aparece em placas, onde há perda de cabelo e descamação.
     É frequente que a "pelada" apareça na infância, depois que a criança tem contato com animais que têm o fungo ou até mesmo com outros colegas que tenham o problema.
    Se não for tratada, a "pelada" evolui,  causando falhas de cabelo que são permanentes.          
Nas unhas, a chamada onicomicose provoca espessamento.
    As unhas ficam opacas e com tonalidades amareladas, podendo descolar.

Liquens

    Os liquens são associações simbióticas de mutualismo entre fungos e algas. Os fungos que formam liquens são, em sua grande maioria, ascomicetos (98%), sendo o restante, basidiomicetos. As algas envolvidas nesta associação são as clorofíceas e cianobactérias. Os fungos desta associação recebem o nome de micobionte e a alga, fotobionte, pois é o organismo fotossintetizante da associação.
A natureza dupla do líquen é facilmente demonstrada através do cultivo separado de seus componentes. Na associação, os fungos tomam formas diferentes daquelas que tinha quando isolados, grande parte do corpo do líquen é formado pelo fungo.

Morfologia
Normalmente existem três tipos de talo:
Crostoso: o talo é semelhante a uma crosta e encontra-se fortemente aderido ao substrato.
Folioso: o talo é parecido com folhas
Fruticoso: o talo é parecido com um arbusto e tem posição ereta

Reprodução
    Os liquens não apresentam estruturas de reprodução sexuada. O micobionte pode formam conídios, ascósporos ou basidiósporos. As estruturas sexuadas apresentam forma de apotécio. Os esporos formados pelos fungos do líquen germinam quando entram em contato com alguma clorofícea ou cianobactéria.
  O fotobionte se reproduz vegetativamente. O líquen pode se reproduzir assexuadamente por sorédios, que são propágulos que contém células de algas e hifas do fungo, e por isídios, que são projeções do talo, parecido com verrugas. O líquen também pode se reproduzir por fragmentação do talo.

Habitat
   Os liquens possuem ampla distribuição e habitam as mais diferentes regiões. Normalmente os liquens são organismos pioneiros em um local, pois sobrevivem em locais de grande estresse ecológico. Podem viver em locais como superfícies de rochas, folhas, no solo, nos troncos de árvores, picos alpinos, etc. Existem liquens que são substratos para outros liquens.
   A capacidade  do líquen de viver em locais de alto estresse ecológico deve-se a sua alta capacidade de dessecação. Quando um líquen desseca, a fotossíntese é interrompida e ele não sofre pela alta iluminação, escassez de água ou altas temperaturas. Por conta desta baixa na taxa de fotossíntese, os liquens apresentam baixa taxa de crescimento.


Classificação dos Fungos


   Classificar fungos não é tarefa fácil. Trata-se de um grupo muito antigo (mais de 540 milhões de anos) e existem muitas dúvidas a respeito de sua origem e evolução.
   Os quitridiomicetos, constituídos por cerca de 790 espécies, são os prováveis ancestrais dos fungos. Vivem em meio aquático e em solos úmidos próximos a represas, rios e lagos. Vivem da absorção da matéria orgânica que decompõe e, muitas vezes, parasitam algas, protozoários, outros fungos, plantas e animais. Algumas espécies causam considerável prejuízo em plantas de cultivo (alfafa e milho).
  Os ascomicetos, com cerca de 32.000 espécies, são os que formam estruturas reprodutivas sexuadas, conhecidas como ascos, dentro das quais são produzidos esporos meióticos, os ascósporos. Incluem diversos tipos de bolores, as trufas, as Morchellas, todos filamentos, e as leveduras (Saccharomyces sp.), que são unicelulares.
   Os basidiomicetos, com cerca de 22.000 espécies, são os que produzem estruturas reprodutoras sexuadas, denominadas de basídios, produtores de esporos meióticos, os basidiósporos. O grupo inclui cogumelos, orelhas-de-pau, as ferrugens e os carvões, esses dois últimos causadores de doenças em plantas.
    Os zigomicetos, com cerca de 1.000 espécies, são fungos profusamente distribuídos pelo ambiente, podendo atuar como decompositores ou como parasitas de animais. Os mais conhecidos é o Rhizobux stolonifer, bolor que cresce em frutas, pães e doces - seu corpo de frutificação é uma penugem branca que lembra filamentos de algodão, recheados de pontos escuros que representam os esporângios.
   Os deuteromicetos, ou fungos gonidiais, que já foram conhecidos como fungos imperfeitos, costituem um grupo de fungos que não se enquadra no dos anteriores citados. Em muitos deles, a fase sexuada não é conhecida ou pode ter sido simplesmente perdida ao longo do processo evolutivo. De modo geral, reproduzem-se assexuadamente por meio da produção de conidiósporos. A esse grupo pertencem diversas espécies de Penicillium (entre as quais a que produz penicilina) e Aspergillus (algumas espécies produzem toxinas cancerígenas).





    
Exemplos de fungos




. Identificar 15 fungos comuns em sua região. Desenhá-los ou fotografá-los.

01) Agarico - diversas espécies, a maioria comestível

02) Boletos - alguns comestíveis, outros venenosos

03) Hidno - comestível
04) Políporo e clavára - servem de alimento
05) Exidia ou orelha de judeu - contra hemorragia
06) Licoperdum - usado como isca
07) Arnonita ou oronga - comestiveis
08) Falsa oronga - e venenosa

09) Morchela e a Helvela - são delicadas e nutritivas

10) Tubara ou Trufa - são excelentes adubos

11) Esféria - estraga as folhas da videira

12) Corineu - causa a calvície

13) Ostilago - produz carvão nas gramíneas

14) Uredo - produz ferrugem nos cereais

15) Dinemasforo - causa caspa nos cabelos

16) Mucores - chamados bolores

17) Tricófitons - parasitas da pele

18) Amonita verna - comestível

19) Trichosporos - formam filetes pretos em arvores

20) Brotites - atacam o bicho da seda

21) Mildo - assolam os vinhedos e as batatas

22) Oídeo - ataca as folhas das videiras.

23) Aspergílio - causa inflamação no ouvido



3. Dar o nome de três fungos que têm valor, e dizer qual é o valor de cada um.
1) Os levedos - fonte de proteína e vitaminas do grupo B.
2) Fungos do gênero Penicillium - são usados para produzirem o antibiótico penicilina
3) Hídnos - cogumelos comestíveis.

4. Contar o ciclo de vida de um exemplo de cada: ferrugem, mofo, cogumelo, fermento.

O Uredo se desenvolve, como ferrugem, nas folhas das plantas. Exemplo: nas videiras, pereiras e outras plantas. O cogumelo comum, o chapéu de sapo é saprófito, nasce nos meios orgânicos. Os efêmeros nascem nos lugares úmidos, são mal cheirosos e de pouca duração. O cogumelo Sacaromicetéceo é que se desenvolve nos líquidos açucarados, produzindo a transformação do açúcar em álcool e gás carbônico.

Fumago - forma o carvão na espiga de milho verde.

5. Identificar 5 doenças de plantas, causadas por fungos.
1) Calvice – corineu
2) Caspa – denemasforo
3) Micose - Actinomyces bovis
4) Sapinho – Candídiase
5) Otite (inflamação do ouvido, surdez e zumbido) - Aspergilus

6. Conhecer as precauções de segurança a serem observadas ao lidar com fungos.
Os fungos têm a facilidade de se multiplicarem muito facilmente quando estão em condições adequadas, por isso devemos tomar muito cuidado ao manusear.



Pesquisas feitas nos sites:

www.infoescola.com

www.dicionarioinformal.com.br/impigem/