segunda-feira, 2 de julho de 2012

Fungos



O que são fungos?
     Na natureza há diferentes tipos de fungos. Podemos dizer que eles são uma forma de vida bastante simples. Com relação às diferenças, existem aqueles que são extremamente prejudicais para a saúde do homem, causando inúmeras enfermidades e até intoxicação. Encontramos também os que parasitam vegetais mortos e cadáveres de animais em decomposição. Temos também os que são utilizados para alimento e até aqueles dos quais se pode extrair substâncias para a elaboração de medicamentos, como, por exemplo, a penicilina. 

Informações sobre os fungos 
     Durante muitos anos, os fungos foram considerados como vegetais, porém, a partir de 1969, passaram a ser classificados em um reino à parte. Por apresentarem características próprias, tais como: não sintetizar clorofila, não possuir celulose na sua parede celular (exceto alguns fungos aquáticos), e não armazenar amido como substância de reserva,  eles foram diferenciados das plantas.


   Os fungos são seres vivos eucarióticos, com um só núcleo. Estão incluídos neste grupo organismos de dimensões consideráveis, como os cogumelos, mas também muitas formas microscópicas, como bolores e leveduras. Diversos tipos agem em seres humanos causando várias doenças como, por exemplo, micoses.



   Outro tipo importante de fungo é o mofo, que surge através dos espórios, células quase microscópicas que encontramos flutuando no ar. Os espórios preferem locais escuros e úmidos para realizar a reprodução. Em função desta característica, nota-se uma maior quantidade de mofo em ambientes úmidos, como paredes, gavetas, armários, etc. Estas mesmas células minúsculas também se agrupam em pães, frutas e vegetais, pois buscam alimentos em ambientes propícios para o seu desenvolvimento. 



   Os diversos tipos de micoses que conhecemos são originadas por microfungos, atingindo os seres humanos com maior freqüência nos países tropicais (clima úmido e quente), como no Brasil, por exemplo. Na maior parte das vezes, o tratamento para este mal é complicado por tratar-se de uma forma de vida daninha e oportunista. Mas há pesquisas avançadas e trabalhos importantes a respeito deste assunto. Muitos medicamentos estão sendo desenvolvidos com o objetivo de livrar o ser humano desta companhia desagradável e prejudicial.



Curiosidade:


     Os fungos são encontrados no solo, na água, nos vegetais, em animais, no homem e em detritos em geral. O vento age como importante condutor espalhando seus propágulos e fragmentos de hifa.                      


Características:

   Os fungos, também conhecidos como bolores, são organismos eucariontes (com células nucleadas), existindo espécies unicelulares e pluricelulares, respectivamente: as leveduras e os cogumelos, cujas células são impregnadas externamente por quitina, um polissacarídeo nitrogenado.

    Esses seres são heterotróficos (não sintetizam o próprio alimento), incorporando os nutrientes necessários ao seu metabolismo através da absorção de substâncias após digestão extracorpórea (sapróbios), realizada por enzimas sintetizadas e secretadas sobre a matéria orgânica contida no ambiente.
   Os fungos pluricelulares apresentam estrutura formada por uma malha filamentosa chamada de hifas, agrupadas formando um pseudo tecido denominado micélio, caracterizado conforme sua distinção citoplasmática em:


Hifas septadas – cujas células são individualizadas, cada uma contendo o seu núcleo;
Hifas cenocíticas – com aparência anastomosada (concisa), formada por um citoplasma estendido e polinucleado.

    O micélio assume tanto a função vegetativa, quanto reprodutiva. A primeira conferindo sustentação, crescimento e obtenção de alimentos, e a segunda, responsável pela produção de esporos (reprodução sexuada), porém podendo ocorrer de forma assexuada, seja por brotamento ou fragmentação.

   A respiração dos fungos pode ser aeróbia (na presença de oxigênio) ou anaeróbia facultativa, sobrevivendo em ambientes com baixa oxigenação.
Sistematicamente os fungos são classificados em: Zigomicetos, Basidiomicetos, Ascomicetos e Deuteromicetos.


Termos diferentes de fungos
Impigem

    As micoses superficiais são doenças que acometem a pele, causadas pela ação dos fungos, que utilizam a camada mais superficial da pele como alimento.
     Há diversos tipos de micose causados por grupos diferentes de fungos.
    O problema, que se propaga com rapidez, pode aparecer em locais variados, como braços, virilha, pés e mucosas.
    Os tipos mais comuns de fungos causadores de micose estão presentes na própria pele dos seres humanos ou então em animais como gatos e cachorros.
    A existência natural dos fungos na pele não significa que todas as pessoas terão micose.
    Para que a doença acometa as pessoas, são necessários alguns fatores, como uma queda no sistema de defesa do organismo.
      Com isso, o fungo penetra na pele e, encontrando condições ideais, se desenvolve.
     A umidade, o calor e lesões na pele são algumas características que agradam esses agentes patogênicos, facilitando sua proliferação.

Nomes Populares
     É comum que a micose tenha denominações específicas, conforme a área que atinge.
Entre os dedos do pé, por exemplo, a micose é chamada de "frieira".
  Sua ocorrência neste local é frequente em pessoas que não enxugam os pés adequadamente ou que usam sapatos fechados por longos períodos.
     A dificuldade na absorção do suor deixa os pés úmidos.
     O calor mantido dentro do sapato associado à umidade favorece a ação dos fungos.
    Outro tipo comum de manifestação da micose, cientificamente chamada de tinha, é a que ocorre na pele, em diversas regiões do corpo, sobretudo na virilha, nas mãos e na face.
     Nestas áreas, surgem manchas avermelhadas, de tamanhos variados, que têm a borda nítida e parecem descamar.
     No couro cabeludo, a micose é conhecida popularmente como "pelada".
     Nesta região, a doença aparece em placas, onde há perda de cabelo e descamação.
     É frequente que a "pelada" apareça na infância, depois que a criança tem contato com animais que têm o fungo ou até mesmo com outros colegas que tenham o problema.
    Se não for tratada, a "pelada" evolui,  causando falhas de cabelo que são permanentes.          
Nas unhas, a chamada onicomicose provoca espessamento.
    As unhas ficam opacas e com tonalidades amareladas, podendo descolar.

Liquens

    Os liquens são associações simbióticas de mutualismo entre fungos e algas. Os fungos que formam liquens são, em sua grande maioria, ascomicetos (98%), sendo o restante, basidiomicetos. As algas envolvidas nesta associação são as clorofíceas e cianobactérias. Os fungos desta associação recebem o nome de micobionte e a alga, fotobionte, pois é o organismo fotossintetizante da associação.
A natureza dupla do líquen é facilmente demonstrada através do cultivo separado de seus componentes. Na associação, os fungos tomam formas diferentes daquelas que tinha quando isolados, grande parte do corpo do líquen é formado pelo fungo.

Morfologia
Normalmente existem três tipos de talo:
Crostoso: o talo é semelhante a uma crosta e encontra-se fortemente aderido ao substrato.
Folioso: o talo é parecido com folhas
Fruticoso: o talo é parecido com um arbusto e tem posição ereta

Reprodução
    Os liquens não apresentam estruturas de reprodução sexuada. O micobionte pode formam conídios, ascósporos ou basidiósporos. As estruturas sexuadas apresentam forma de apotécio. Os esporos formados pelos fungos do líquen germinam quando entram em contato com alguma clorofícea ou cianobactéria.
  O fotobionte se reproduz vegetativamente. O líquen pode se reproduzir assexuadamente por sorédios, que são propágulos que contém células de algas e hifas do fungo, e por isídios, que são projeções do talo, parecido com verrugas. O líquen também pode se reproduzir por fragmentação do talo.

Habitat
   Os liquens possuem ampla distribuição e habitam as mais diferentes regiões. Normalmente os liquens são organismos pioneiros em um local, pois sobrevivem em locais de grande estresse ecológico. Podem viver em locais como superfícies de rochas, folhas, no solo, nos troncos de árvores, picos alpinos, etc. Existem liquens que são substratos para outros liquens.
   A capacidade  do líquen de viver em locais de alto estresse ecológico deve-se a sua alta capacidade de dessecação. Quando um líquen desseca, a fotossíntese é interrompida e ele não sofre pela alta iluminação, escassez de água ou altas temperaturas. Por conta desta baixa na taxa de fotossíntese, os liquens apresentam baixa taxa de crescimento.


Classificação dos Fungos


   Classificar fungos não é tarefa fácil. Trata-se de um grupo muito antigo (mais de 540 milhões de anos) e existem muitas dúvidas a respeito de sua origem e evolução.
   Os quitridiomicetos, constituídos por cerca de 790 espécies, são os prováveis ancestrais dos fungos. Vivem em meio aquático e em solos úmidos próximos a represas, rios e lagos. Vivem da absorção da matéria orgânica que decompõe e, muitas vezes, parasitam algas, protozoários, outros fungos, plantas e animais. Algumas espécies causam considerável prejuízo em plantas de cultivo (alfafa e milho).
  Os ascomicetos, com cerca de 32.000 espécies, são os que formam estruturas reprodutivas sexuadas, conhecidas como ascos, dentro das quais são produzidos esporos meióticos, os ascósporos. Incluem diversos tipos de bolores, as trufas, as Morchellas, todos filamentos, e as leveduras (Saccharomyces sp.), que são unicelulares.
   Os basidiomicetos, com cerca de 22.000 espécies, são os que produzem estruturas reprodutoras sexuadas, denominadas de basídios, produtores de esporos meióticos, os basidiósporos. O grupo inclui cogumelos, orelhas-de-pau, as ferrugens e os carvões, esses dois últimos causadores de doenças em plantas.
    Os zigomicetos, com cerca de 1.000 espécies, são fungos profusamente distribuídos pelo ambiente, podendo atuar como decompositores ou como parasitas de animais. Os mais conhecidos é o Rhizobux stolonifer, bolor que cresce em frutas, pães e doces - seu corpo de frutificação é uma penugem branca que lembra filamentos de algodão, recheados de pontos escuros que representam os esporângios.
   Os deuteromicetos, ou fungos gonidiais, que já foram conhecidos como fungos imperfeitos, costituem um grupo de fungos que não se enquadra no dos anteriores citados. Em muitos deles, a fase sexuada não é conhecida ou pode ter sido simplesmente perdida ao longo do processo evolutivo. De modo geral, reproduzem-se assexuadamente por meio da produção de conidiósporos. A esse grupo pertencem diversas espécies de Penicillium (entre as quais a que produz penicilina) e Aspergillus (algumas espécies produzem toxinas cancerígenas).





    
Exemplos de fungos




. Identificar 15 fungos comuns em sua região. Desenhá-los ou fotografá-los.

01) Agarico - diversas espécies, a maioria comestível

02) Boletos - alguns comestíveis, outros venenosos

03) Hidno - comestível
04) Políporo e clavára - servem de alimento
05) Exidia ou orelha de judeu - contra hemorragia
06) Licoperdum - usado como isca
07) Arnonita ou oronga - comestiveis
08) Falsa oronga - e venenosa

09) Morchela e a Helvela - são delicadas e nutritivas

10) Tubara ou Trufa - são excelentes adubos

11) Esféria - estraga as folhas da videira

12) Corineu - causa a calvície

13) Ostilago - produz carvão nas gramíneas

14) Uredo - produz ferrugem nos cereais

15) Dinemasforo - causa caspa nos cabelos

16) Mucores - chamados bolores

17) Tricófitons - parasitas da pele

18) Amonita verna - comestível

19) Trichosporos - formam filetes pretos em arvores

20) Brotites - atacam o bicho da seda

21) Mildo - assolam os vinhedos e as batatas

22) Oídeo - ataca as folhas das videiras.

23) Aspergílio - causa inflamação no ouvido



3. Dar o nome de três fungos que têm valor, e dizer qual é o valor de cada um.
1) Os levedos - fonte de proteína e vitaminas do grupo B.
2) Fungos do gênero Penicillium - são usados para produzirem o antibiótico penicilina
3) Hídnos - cogumelos comestíveis.

4. Contar o ciclo de vida de um exemplo de cada: ferrugem, mofo, cogumelo, fermento.

O Uredo se desenvolve, como ferrugem, nas folhas das plantas. Exemplo: nas videiras, pereiras e outras plantas. O cogumelo comum, o chapéu de sapo é saprófito, nasce nos meios orgânicos. Os efêmeros nascem nos lugares úmidos, são mal cheirosos e de pouca duração. O cogumelo Sacaromicetéceo é que se desenvolve nos líquidos açucarados, produzindo a transformação do açúcar em álcool e gás carbônico.

Fumago - forma o carvão na espiga de milho verde.

5. Identificar 5 doenças de plantas, causadas por fungos.
1) Calvice – corineu
2) Caspa – denemasforo
3) Micose - Actinomyces bovis
4) Sapinho – Candídiase
5) Otite (inflamação do ouvido, surdez e zumbido) - Aspergilus

6. Conhecer as precauções de segurança a serem observadas ao lidar com fungos.
Os fungos têm a facilidade de se multiplicarem muito facilmente quando estão em condições adequadas, por isso devemos tomar muito cuidado ao manusear.



Pesquisas feitas nos sites:

www.infoescola.com

www.dicionarioinformal.com.br/impigem/


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